Gamificação não é só diversão: é design de comportamento
- Guilherme Marques
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de jan.

Durante muito tempo, jogos foram vistos no ambiente corporativo como uma dinâmica
para quebrar o gelo, um momento divertido entre tarefas sérias.
Mas essa visão ignora algo fundamental: jogos são uma das formas mais eficientes de
engajamento humano já criadas.
E não por acaso.

O que faz um jogo engajar de verdade?
Diferente do que muitos pensam, jogos não engajam apenas porque são “divertidos”. Eles engajam porque são estruturados em torno de princípios muito claros:
Desafio com propósito.
Jogos apresentam problemas claros a serem resolvidos. O jogador entende o que precisa ser feito e por que aquilo importa dentro da experiência.
No contexto corporativo, isso se traduz em desafios alinhados a objetivos de negócio, situações reais do dia a dia, decisões que o colaborador realmente enfrenta.
Feedback constante.
Em um jogo, você não espera até o final para saber se foi bem ou mal. O feedback é imediato. Esse retorno constante mantém o engajamento, permite ajustes rápidos e reforça aprendizados.
Autonomia e participação ativa
Jogos colocam as pessoas no centro da experiência. Não é sobre assistir, é sobre agir, decidir e experimentar. Quando alguém participa ativamente, o aprendizado deixa de ser imposto e passa a ser construído.
Emoção e memória
Experiências marcantes geram emoção. Emoção gera memória. É por isso que jogos têm o potencial de permanecerem na cabeça (e no coração) das pessoas muito depois de terminarem.
Esses mesmos elementos são exatamente o que falta em muitos treinamentos,
comunicações internas e ações de engajamento corporativo.

Jogos não são uma solução mágica
Aqui vale um ponto importante: nem todo jogo engaja.
Experiências superficiais, com mecânicas genéricas ou desconectadas do contexto da empresa, tendem a falhar.
Pontos, rankings e recompensas vazias não criam significado, apenas distração momentânea.
Para que jogos funcionem como ferramenta estratégica, eles precisam ser pensados a
partir de um objetivo claro, desenvolvidos para o público específico, integrados à cultura e
à realidade da empresa.
É exatamente aí que entra o trabalho de design de experiências.
Jogos funcionam porque respeitam as pessoas

Jogos funcionam porque tratam as pessoas como protagonistas, não como espectadores.
Quando bem desenvolvidos, eles transformam treinamentos em experiências, mensagens
em vivências e equipes em grupos realmente engajados.
No fim das contas, gamificar não é sobre tornar algo mais “divertido”.
É sobre desenhar experiências que respeitam as pessoas, estimulam decisões reais e
criam envolvimento de verdade.









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