Do tabuleiro ao digital
- Guilherme Marques
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de jan.

Em um mundo cada vez mais digital, é comum pensar que tudo precisa estar em uma tela. Ao mesmo tempo, cresce a busca por experiências presenciais, tangíveis e memoráveis.
Esse aparente conflito revela algo importante: o problema nunca foi o formato.
O problema sempre foi a experiência.

O formato certo nasce do objetivo, não da ferramenta
Tabuleiro, cartas, aplicativo, site, evento, ativações em redes sociais.Todos esses formatos são apenas meios.
Quando a escolha do formato vem antes do objetivo, o resultado muitas vezes pode ser raso. Quando o objetivo vem primeiro, o formato certo se revela.
Experiências bem desenvolvidas começam com perguntas como:
O que queremos que as pessoas sintam?
Que tipo de participação faz sentido aqui?
Isso pede presença física, alcance digital ou ambos?
O que precisa permanecer depois que a experiência termina?
É a partir dessas respostas que o design da experiência se inicia.

O poder do físico: presença, toque e memória
Experiências físicas têm algo que o digital não replica totalmente: presença.
Segurar um objeto, sentar à mesa, jogar com outras pessoas, ocupar um espaço físico, tudo isso gera maior foco e atenção, conexões sociais, experiências reais.
Por isso jogos físicos continuam tão relevantes, seja em treinamentos, ativações de marca ou experiências de evento. Eles ancoram a experiência ao mundo real.

O poder do digital: escala, continuidade e conexão
O digital, por outro lado, amplia a experiência.
Ele permite alcance e escala, continuidade antes e depois do momento principal, integração com redes sociais, dados e conteúdo, atualizações, desafios e desdobramentos.
Quando bem utilizado, o digital amplia o alcance e conecta diferentes momentos.

Quando o híbrido deixa de ser tendência e vira estratégia
Experiências híbridas funcionam porque combinam o melhor dos dois mundos.
Um jogo físico que continua no digital. Uma campanha digital que ganha corpo em um evento. Um desafio online que termina em uma experiência presencial.
Nesse tipo de desenho, a experiência não acontece em um único ponto. Ela acontece ao longo do tempo.
E quanto mais tempo de contato significativo, maior o impacto.
Não é sobre onde acontece, mas sobre como é vivido.

No fim das contas, não é o físico contra o digital. Nem o analógico contra o tecnológico.
É sobre desenhar experiências que façam sentido para as pessoas, para o contexto e para o objetivo.
Quando isso acontece, o formato deixa de ser uma escolha técnica e passa a ser uma decisão estratégica.









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